quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Narrativas


Narrar é uma atividade intrinsecamente humana, faz parte da nossa natureza. Desde muito cedo começamos a contar fatos, narrar pequenas histórias. Quando se é criança as narrativas ganham elementos de ficção, como relata Gurgel em seu texto “Tem um monstro no meio da história”.
Contar, inventar e reinventar histórias faz parte do desenvolvimento cognitivo da criança. É natural a mistura do real com o imaginário, acrescentar nas histórias coisas de sua vida ou fazer relações.
A atividade proposta pela interdisciplina Linguagem e Educação para analisar a narrativa de uma criança foi bastante interessante. Consegui observar o quanto a criança é criativa em suas narrativas. Percebe-se que existe uma riqueza de significados em sua linguagem, como o uso de expressões da língua culta, provavelmente, porque isso é usado no seu dia a dia, faz parte de seu vocabulário, e foi adquirido pelo contato com os livros ou pelo convívio com as pessoas que a cercam. O estímulo da família ou do professor tem um valor bastante significativo para o desenvolvimento do aluno. Nas construções de histórias o adulto ajudará a criança a organizar a sequência narrativa instigando-a na elaboração de pensamentos cada vez mais articulados e criativos.
Portanto, organizar momentos na sala de aula para a contação de histórias é fundamental em qualquer idade de escolarização. Mas, principalmente, nas primeiras séries onde a criança adora sonhar, possibilitando viajar no mundo da imaginação e da fantasia.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Libras

A interdisciplina de Libras está me proporcionando um estudo que sempre tive curiosidade. Acho interessante assistir os intérpretes nos programas de televisão, embora não tenha domínio desta linguagem.
Os surdos, hoje, conquistaram um grande espaço na sociedade, já são mais respeitados, antes eram tratados como deficientes. Sabe-se que eles possuem uma cultura própria.
Um aspecto que os textos possibilitaram conhecer foi à diferenciação entre cultura surda e comunidade surda. A primeira compreende a relação entre os surdos, o relacionamento destas pessoas entre si, como uma forma específica de comunicação. Já na comunidade surda convive também pessoas ouvintes que buscam os mesmos interesses do grupo.
A língua de sinais até o estudo dessa interdisciplina era considerado por mim como única em todo o mundo, o que descobri que não é, cada país tem sua própria língua de sinais.
Conhecer a língua de sinais é importante para quaisquer ouvintes que convivem com surdos, principalmente os educadores que tem em sua sala de aula um aluno surdo, assim poderão auxiliá-lo com mais eficácia. Caso o educador não tenha, ainda, o domínio dessa língua, faz-se necessário ao menos manter uma comunicação bem expressiva, com movimentos faciais e corporais, sendo o contato visual bastante significativo para a comunicação.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Letramento...

O estudo sobre letramento me ajudou a refletir sobre o quanto é importante o educador ter bem claro o que é de fato tornar o aluno letrado. Muitos ainda entendem que o aluno letrado é aquele que decodifica o código escrito. Sabe-se que letrar é muito mais que isso. É dar condições para o aluno colocar-se como sujeito do seu próprio discurso, tanto oral quanto escrito. Uma escritora que trabalha muito esta questão do letramento é Magda Soares. Ela acredita que a alfabetização não pode estar separada do letramento.

“Dissociar alfabetização de letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e escrita, a entrada da criança no mundo da escrita se dá simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento.”

Talvez pelo fato de muitos fazerem essa separação entre alfabetização e escrita é que muitas crianças não conseguem se alfabetizar.
O letramento como pude ver com as leituras feitas é um bom tema para aprofundamento e estudo já que é assunto complexo e extremamente necessário para todos os educadores.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Importância do Planejamento

O planejamento é importante em qualquer atividade de nossa vida. Precisamos planejar para que nossos desejos e anseios se concretizem com mais intensidade e de forma mais eficaz. Quando pensamos em aprendizagem, também, precisamos planejar para que possamos ter claro o que realmente queremos que o nosso aluno alcance, sendo eles a referência de nosso planejamento. É pensando neles que devemos traçar objetivos, pensar em metodologias, recursos, atividades e avaliação. Nesse sentido, todo planejamento deve ser flexível para que possa dar conta de todas as necessidades dos educandos. O professor que não faz seu planejamento com objetivos bem claros e com flexibilidade corre o risco de não alcançar seus objetivos e se frustrar.
Quando fiz o Magistério, no estágio planejava as atividades sem dar muita importância para o planejamento, apenas cumpria uma tarefa exigida pelo curso. Parece-me que era realizado de forma mecânica, sem muito pensar para que e para quem estava planejando. Agora, após as leituras feitas e algumas reflexões estou vendo como é importante e necessário o ato de planejar com objetivos claros e métodos criativos para o sucesso de nossa prática pedagógica. Essas reflexões foram bastante pertinentes para repensar alguns conceitos que tinha sobre planejamento.

terça-feira, 1 de setembro de 2009




Reflexão do texto: “O Menininho”


Helen Buckley


A primeira atividade proposta pela interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação foi a leitura do texto “O menininho” de Helen Buckley, o fragmento do texto de Miguel Arroyo e a charge de Luis Fernando Veríssimo. Refleti sobre a prática pedagógica e como um professor, principalmente, nas Séries Iniciais deixa marcas em uma criança.
Isso me possibilitou relembrar muitos professores que tive durante meus anos escolares. Daquele professor que levava tudo pronto, desenho para pintar, letras pontilhadas para apenas traçá-las, não permitindo que eu fizesse minhas próprias descobertas. Mas também, ficaram marcas daqueles educadores que souberam me orientar dando-me oportunidades de me tornar uma pessoa mais independente.
É muito triste sabermos que ainda existe professores como a do menininho, que não deixam seus alunos elaborarem seus próprios conceitos, apenas fazem com que reproduzem, como se nada soubessem.
É preciso desafiar as crianças, pois quando são desafiados sentem-se mais motivados a quererem aprender. Acreditar na capacidade de cada um é o primeiro passo para que a aprendizagem realmente aconteça.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Recomeçar...

Mais um semestre se inicia. Que bom estar de volta!

“... o nosso futuro ainda está por vir. Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.”

Um bom retorno a todos e um ótimo semestre, que tenhamos muitas aprendizagens.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Educação X Barbárie

O texto de Adorno “Educação após Auschwit” nos leva a fazer uma profunda reflexão sobre as barbáries ocorridas ao longo de nossa história, inclusive as que acontecem hoje na nossa sociedade. A escola como instituição social está sofrendo as conseqüências disso. Estamos vivenciando nas nossas escolas muitas barbáries. Os alunos estão se tornando mais incompreensíveis e intolerantes com o outro sendo fruto de uma sociedade que também não acolhe, que muitas vezes reprime, faz calar, silenciar. É triste ouvir noticiários sobre violência nas escolas, nas famílias, no bairro, praticamente todos os dias.
Parece, portanto, que a escola está reproduzindo isso. Qual é afinal, o papel da escola diante de tantas atrocidades ocorridas com o ser humano?
Penso que é somente através da educação que podemos melhorar o mundo e consequentemente as pessoas. As escolas têm um papel social e não podem se omitir diante disso. É necessário que se tenha bem claro o tipo de cidadão que se quer formar e o indivíduo que estará sendo preparado para a sociedade. Para isso precisa ter um bom Projeto Político Pedagógico e um Currículo que trabalhe todas essas dimensões, com um corpo docente comprometido com a Educação .