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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Narrativas


Narrar é uma atividade intrinsecamente humana, faz parte da nossa natureza. Desde muito cedo começamos a contar fatos, narrar pequenas histórias. Quando se é criança as narrativas ganham elementos de ficção, como relata Gurgel em seu texto “Tem um monstro no meio da história”.
Contar, inventar e reinventar histórias faz parte do desenvolvimento cognitivo da criança. É natural a mistura do real com o imaginário, acrescentar nas histórias coisas de sua vida ou fazer relações.
A atividade proposta pela interdisciplina Linguagem e Educação para analisar a narrativa de uma criança foi bastante interessante. Consegui observar o quanto a criança é criativa em suas narrativas. Percebe-se que existe uma riqueza de significados em sua linguagem, como o uso de expressões da língua culta, provavelmente, porque isso é usado no seu dia a dia, faz parte de seu vocabulário, e foi adquirido pelo contato com os livros ou pelo convívio com as pessoas que a cercam. O estímulo da família ou do professor tem um valor bastante significativo para o desenvolvimento do aluno. Nas construções de histórias o adulto ajudará a criança a organizar a sequência narrativa instigando-a na elaboração de pensamentos cada vez mais articulados e criativos.
Portanto, organizar momentos na sala de aula para a contação de histórias é fundamental em qualquer idade de escolarização. Mas, principalmente, nas primeiras séries onde a criança adora sonhar, possibilitando viajar no mundo da imaginação e da fantasia.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Letramento...

O estudo sobre letramento me ajudou a refletir sobre o quanto é importante o educador ter bem claro o que é de fato tornar o aluno letrado. Muitos ainda entendem que o aluno letrado é aquele que decodifica o código escrito. Sabe-se que letrar é muito mais que isso. É dar condições para o aluno colocar-se como sujeito do seu próprio discurso, tanto oral quanto escrito. Uma escritora que trabalha muito esta questão do letramento é Magda Soares. Ela acredita que a alfabetização não pode estar separada do letramento.

“Dissociar alfabetização de letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e escrita, a entrada da criança no mundo da escrita se dá simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento.”

Talvez pelo fato de muitos fazerem essa separação entre alfabetização e escrita é que muitas crianças não conseguem se alfabetizar.
O letramento como pude ver com as leituras feitas é um bom tema para aprofundamento e estudo já que é assunto complexo e extremamente necessário para todos os educadores.