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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Educação X Barbárie

O texto de Adorno “Educação após Auschwit” nos leva a fazer uma profunda reflexão sobre as barbáries ocorridas ao longo de nossa história, inclusive as que acontecem hoje na nossa sociedade. A escola como instituição social está sofrendo as conseqüências disso. Estamos vivenciando nas nossas escolas muitas barbáries. Os alunos estão se tornando mais incompreensíveis e intolerantes com o outro sendo fruto de uma sociedade que também não acolhe, que muitas vezes reprime, faz calar, silenciar. É triste ouvir noticiários sobre violência nas escolas, nas famílias, no bairro, praticamente todos os dias.
Parece, portanto, que a escola está reproduzindo isso. Qual é afinal, o papel da escola diante de tantas atrocidades ocorridas com o ser humano?
Penso que é somente através da educação que podemos melhorar o mundo e consequentemente as pessoas. As escolas têm um papel social e não podem se omitir diante disso. É necessário que se tenha bem claro o tipo de cidadão que se quer formar e o indivíduo que estará sendo preparado para a sociedade. Para isso precisa ter um bom Projeto Político Pedagógico e um Currículo que trabalhe todas essas dimensões, com um corpo docente comprometido com a Educação .

terça-feira, 9 de junho de 2009


“Clube do Imperador”

O filme “Clube do Imperador” nos traz várias lições de vida e pude observar algumas cenas que o professor passa por conflitos morais. Hundert é professor de história e tinha a intenção de moldar o caráter de seus alunos. Costumava dizer que "o caráter de um homem é o seu destino".
Seria importante que todo educador assistisse esse filme, para fazer algumas reflexões em torno de algumas questões morais como honestidade, respeito, ética, caráter, etc.
Uma das cenas que mostra o professor diante de um conflito moral é quando ele falsifica o resultado da prova para o grande Concurso "Júlio César". Na final seriam classificados apenas os três melhores alunos da escola. O professor acreditando na capacidade do aluno Bell colocou-o como o terceiro classificado, aumentando seu conceito na prova, deixando outro aluno fora do concurso.
Neste caso, o professor ultrapassou os princípios morais: honestidade consigo mesmo e com os alunos, não seguiu a ética de sua profissão, desrespeitou o aluno que poderia ter sido classificado, enfim o professor não agiu com caráter e justiça.
Somos educadores e contribuímos com a formação da personalidade dos alunos. Ensinamos mais com nossos atos do que com as palavras, não podemos exigir do aluno aquilo que não fazemos, somos para ele muitas vezes um modelo, um exemplo a ser seguido.
Nós, enquanto educadores devemos primar por atitudes de caráter, ajudando o aluno a ser honesto e justo em qualquer situação e que os princípios morais estejam sempre presentes na vida de cada indivíduo.