quarta-feira, 10 de junho de 2009


Estudo de Caso

A interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais nos propôs uma atividade de um estudo de caso, onde tivemos que escolher um sujeito com necessidades educacionais especiais, podendo ser meu aluno ou até de outra instituição. Diante desta proposta escolhi uma menina que apresenta dificuldades de aprendizagem, desde as Séries Iniciais do Ensino Fundamental.
A menina tem doze anos, e está estudando a quinta série em uma escola estadual. Em sala de aula é uma aluna concentrada, realiza todas as atividades propostas, mas tem muita dificuldade na leitura e na escrita. Repetiu a quarta série do Ensino Fundamental.
Os professores achavam que esta dificuldade ia ser superada no final das Séries Iniciais, que aluna apenas precisava de um prazo maior que os seus colegas para se superar.
Segundo relato da mãe, a professora da quarta série achou que a aluna precisava ser avaliada por especialistas, porque parecia apresentar algumas características da dislexia. Atualmente, está sendo avaliada por especialistas, neurologistas, psicólogos e fonoaudióloga, que não descartam a possibilidade de ela ser disléxica.
Fazendo o estudo deste caso, vi como é difícil para o educador perceber algumas deficiências, necessitando do diagnóstico de outros profissionais especializados para confirmar as suas suspeitas. Acredito que o papel maior do professor é desenvolver atividades e recursos necessários de acordo com as necessidades de cada aluno.


Inclusão?!

Após as leituras propostas pela interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, percebi as conquistas que as pessoas com necessidades educativas educacionais tiveram ao longo dos anos. Mas sabemos que para a inclusão de fato acontecer é preciso, ainda, muitas mudanças porque inclusão é muito mais que estar em um mesmo espaço, é ser respeitado nas suas diferenças.
Existem leis que determinam que todos devem ter direitos iguais em relação a educação, porém na realidade ainda existem muitos preconceitos com as pessoas com necessidades especiais.
Muitas escolas não conseguem fazer a inclusão porque os educadores não se sentem preparados para trabalhar com esses alunos. A escola, também, precisa ter um bom espaço físico e materiais adaptados conforme a necessidade dos alunos.
É preciso mudança na estrutura educacional e na formação dos professores para que aconteça a inclusão e todos tenham os mesmos direitos e não sejam tratados como anormais.
Ser especial não é uma opção e nem uma escolha é uma condição.


terça-feira, 9 de junho de 2009


“Clube do Imperador”

O filme “Clube do Imperador” nos traz várias lições de vida e pude observar algumas cenas que o professor passa por conflitos morais. Hundert é professor de história e tinha a intenção de moldar o caráter de seus alunos. Costumava dizer que "o caráter de um homem é o seu destino".
Seria importante que todo educador assistisse esse filme, para fazer algumas reflexões em torno de algumas questões morais como honestidade, respeito, ética, caráter, etc.
Uma das cenas que mostra o professor diante de um conflito moral é quando ele falsifica o resultado da prova para o grande Concurso "Júlio César". Na final seriam classificados apenas os três melhores alunos da escola. O professor acreditando na capacidade do aluno Bell colocou-o como o terceiro classificado, aumentando seu conceito na prova, deixando outro aluno fora do concurso.
Neste caso, o professor ultrapassou os princípios morais: honestidade consigo mesmo e com os alunos, não seguiu a ética de sua profissão, desrespeitou o aluno que poderia ter sido classificado, enfim o professor não agiu com caráter e justiça.
Somos educadores e contribuímos com a formação da personalidade dos alunos. Ensinamos mais com nossos atos do que com as palavras, não podemos exigir do aluno aquilo que não fazemos, somos para ele muitas vezes um modelo, um exemplo a ser seguido.
Nós, enquanto educadores devemos primar por atitudes de caráter, ajudando o aluno a ser honesto e justo em qualquer situação e que os princípios morais estejam sempre presentes na vida de cada indivíduo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009



Estágios do Desenvolvimento

A interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II está nos proporcionando estudar as teorias de Piaget.
Piaget acredita que a inteligência é construída progressivamente ao longo do tempo, e que o desenvolvimento cognitivo da criança passa por estágios seqüenciais, mas o início e término variam de acordo com as características de cada um e o estímulo que recebe do seu meio. Então, as fases de desenvolvimento não são identificadas pela idade,
mas pela suas características cognitivas.
Os estágios de desenvolvimento, segundo Piaget, são divididos em quatro períodos que são Sensório-motor, Pré-operatório, Operatório concreto e Operatório- formal.

O primeiro estágio é o Sensório-motor que vai do nascimento até os dois anos de idade. A criança neste estágio tem a ausência do pensamento, representação ou linguagem. A função mental dela limita-se a reflexos (agarrar, sugar, choro, atirar, bater e chutar), age sem pensar, pois suas ações ocorrem antes do pensamento.
Todas as reações que o bebê tem centram-se no seu próprio corpo, por exemplo, tudo que ele pega leva a boca.
As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. Quando um obstáculo é colocado entre o bebê e algo que ele deseja, ele tenta de alguma maneira remover este obstáculo para alcançá-lo.

O segundo estágio é o Pré-Operatório que vai dos dois aos sete anos de idade. Uma das características deste estágio é o egocentrismo pensa em si mesma não conseguindo se colocar no lugar do outro. Tudo para ela deve ter uma explicação, é a fase dos por quês. A criança nesta fase manifesta atividade imitativa transforma o mundo real em um mundo de fantasia e de desejos. Ela imita ou reproduz sem a presença dos objetos, fazendo uma representação mais intuitiva e não preceptiva e motora como da fase anterior. Ela não depende só de suas sensações e de seus movimentos, mas já consegue construir símbolos, por isso este estágio é caracterizado pelo pensamento simbólico. Também a criança não consegue fazer a reversibilidade, não consegue converter relações.

O terceiro estágio é o Operatório Concreto que vai dos sete aos onze anos de idade aproximadamente. A criança consegue executar ações mentalmente através do concreto, é capaz de ver as coisas de diferentes ângulos usando o pensamento lógico, mas não consegue aplicar a lógica a problemas hipotéticos e abstratos.
A criança já é capaz de classificar objetos conforme suas semelhanças ou diferenças. Neste estágio ela mostra uma superação do egocentrismo.

O quarto e último estágio é o Operatório-Formal, a partir dos onze anos de idade. Neste estágio o indivíduo é capaz de realizar operações de raciocínio abstrato, isto é, conseguem aplicar o raciocínio lógico em todas as situações apresentadas buscando, soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade. É neste estágio que o adolescente vai formando a sua identidade.

Acredito que é importante o professor conhecer todos esses estágios para que possa ajudar o aluno, elaborando atividades de acordo com o estágio de desenvolvimento em que se encontra.

sexta-feira, 1 de maio de 2009



Aprendizagem

A atividade 3 de Psicologia me proporcionou pensar em uma aprendizagem que construí. Acredito que ela acontece constantemente, todos os dias algo de novo aprendemos. Mas nem tudo o que nos é transmitido torna-se aprendizagem, para que isso aconteça é preciso motivação e vontade de aprender.
Uma das aprendizagens significativas que não poderia deixar de comentar foi o domínio com as ferramentas do computador. Como este curso é a distância minha maior preocupação era conseguir dominar essa ferramenta tecnológica: o computador. Já tinha feito um curso de informática, mas tinha apenas noções básicas. Meus primeiros contatos com o ambiente virtual de aprendizagem foi desafiador, mas importante para minha permanência no curso.
Com o passar do tempo e com ajuda de meus colegas, tutores e professores, fui dominando com mais segurança as ferramentas e posso dizer que hoje sou mais independente, por isso considero uma aprendizagem significativa.
A aprendizagem acontece na escola, em casa, no trabalho, ou seja, em qualquer ambiente e também na convivência com o outro. E só acontece se colocamos em prática o que aprendemos. “Portanto, aprendizagem é, por excelência, construção; ação e tomada de consciência da coordenação das ações”. (Fernando Becker).


O Dilema do Antropólogo Francês

Todos nós passamos por situações onde somos obrigados a expor nossa opinião sobre um assunto. Muitas vezes, agimos de maneira que talvez não achamos correto. É difícil, mas precisamos ter muito cuidado para não fazermos um julgamento precipitado de alguém, é necessário analisar e pesquisar o motivo que levou a pessoa a ter determinadas atitudes.
A atividade da interdisciplina Filosofia da Educação me colocou perante uma situação onde tive que argumentar contra a decisão do antropólogo. Mas o que é argumentar? Argumentar é ter a intenção de convencer ou justificar. É importante defender nossas idéias, mas para isso precisamos ter bons argumentos.
A partir do texto “O dilema do antropólogo francês” tivemos que contestar no fórum a decisão do antropólogo, criando três argumentos refutando a decisão dele.
A missão de Claude Lee era apenas pesquisar os hábitos dos nativos, decidindo jamais interferir no modo de vida dos habitantes. Mas um de meus argumentos é que ele foi egoísta pensando apenas em seus próprios interesses. Quando os nativos perguntaram se ele era um mensageiro dos deuses e se todo homem branco é mensageiro dos deuses, ele mentiu dizendo que sim. Desta forma estava condenando aos nativos a ficar a mercê de outros homens brancos mal intencionados. Deveria ter falado a verdade porque a mentira é um ato imoral que fere a conduta do outro. Um dia a verdade virá á tona e aí já pensou na reação daquele povo?
Esta atividade nos faz refletir em muitas situações que acontece na nossa sala de aula. Quantas vezes não sabemos como agir diante de uma situação? Não sabemos quem está certo ou errado? Portanto, é necessário pensar antes de tomar qualquer decisão para não acusar ninguém injustamente.
Respondendo as indagações do Benites a respeito da postagem que fiz sobre Modelos Pedagógicos e Epistemológicos, qual modelo pedagógico eu trabalharia e como desenvolveria este trabalho dentro deste modelo.
O modelo pedagógico que orientaria a minha prática é a Pedagogia Relacional, elaborando atividades que façam com que os alunos construam seus próprios saberes a partir da interação com o outro e do diálogo constante.